terça-feira, 10 de março de 2009

Notas de um observador:



"Existem milhões de insetos almáticos.
Alguns rastejam,
outros poucos correm.
A maioria prefere não se mexer.
Grandes e pequenos.
Redondos e triangulares,
de qualquer forma são todos quadrados.
Ovários, oriundos de variadas raízes radicais.
Ramificações da célula rainha.
Desprovidos de asas, não voam nem nadam.

Possuem vida, mas não sabem.
Duvidam do corpo, queimam seus filmes e suas floras.
Para eles, tudo é capaz de ser impossível.
Alimentam-se de nós, nossa paz e ciência.
Regurgitam assuntos e sintomas.

Avoam e bebericam sobre as fezes.
Descansam sobre a carniça, repousam-se no lodo, lactobacilos vomitados sonhando espermatozóides que não são.
Assim são
os insetos interiores.

A futilidade encarrega se de “mais tralos’.

São inóspitos, nocivos, poluentes.
Abusam da própria miséria intelectual,
das mazelas vizinhas,
do câncer e da raiva alheia.

O veneno se refugia no espelho do armário.
Antes do sono,
o beijo de boa noite.

Antes da insônia,
a benção.

Arriscam a partilha do tecido que nunca se dissipa: A família.
São soníferos, chagas sem curas.
Não reproduzem, são inférteis, infiéis, “infértebrados”.
Arrancam as cabeças de suas fêmeas,
Cortam os troncos,
Urinam nos rios
e
nas somas dos desagravos, greves e desapegos.
Esquecem-se de si.
Pontuam-se...
A cria que se crie, a dona que se dane.
Os insetos interiores proliferam-se assim:
Na morte e na merda.

Seus sintomas?
Um calor gélido e ansiado na boca do estômago.

Uma sensação de: o que é mesmo que se passa?

Um certo estado de humilhação conformada o que parece bem vindo e quisto.

É mais fácil aturar a tristeza generalizada,
que romper com as correntes de preguiça e mal dizer.

Silenciam-se no holocausto da subserviência
O organismo não se anima mais.
E assim, animais ou menos assim, Descompromissados com o próprio rumo.
Desprovidos de caráter e coragem,Desatentos ao próprio tesouro,caem....
Desacordam todos os dias,
não mensuram suas perdas e imposturas.
Não almejam, não alma, já não mais...
amor.
Assim são ...
os insetos interiores."

(Fernando Anitelli)


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Analogia perfeita...
com quem?
humanos! é, nós...
Aqueles que pensam...
que articulam... que tem o poder de gerar e acabar Vidas.

Acho incrível como o "mundo" está indo(desde que me entendo) por um caminho sujo...
onde os "espertos" obtem o auge... o tão sonhado Status.
Claro, que existem "insetos e insetos".
Logo...

Gente!!! cadê o ser HUMANO?
Onde se escondeu a nossa fé?

Onde está o coração-pulsante-errante-e-feliz
em meio a tantos
cérebros-pensantes-corretos-metódicos?

Eu AINDA digo e repito,
acredito que somos um tanto bem maiores e que
nada vale a pena,
se um pouco de nossa alma não estiver incluída no que fazemos.

Amem.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Coleciono promessas...

Vou juntando meus sonhos em latas.
Quero ter a imensidão em meus braços e mais ainda,
a felicidade em minhas mãos.
Viver de futuro... É isso que parece.
mas,
e se ele não chegar?
Se recusar a aceitar tantas juras ,planos e promessas, é uma opção dele.
Eu só espero que ele entenda que hoje,
agora,
minhas latas estão fechadas para balanço.

Ps: "solução é a solidão de nós"

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Sem sombra...

...de dúvidas,
essa sensação de "vácuo" é incrível...
A saudade tá viva!
Cheia de vida...
Latente ao ponto das lembranças serem os meus únicos pensamentos...
Meu único porto seguro!
Fico reamente pensando se todo esse sentimento, vale a pena...
"As pessoas são irreconhecíveis", disse um amigo.
Elas surpreendem .
Chego até dizer (neste caso) que não suporto surpresas!
Prefiro a previsibilidade do que o inusitado...
prefiro o beijo de boa noite e o bom dia aconchegante,
do que o "beijomeliga".
Receios são muitos,
diversos,
presentes...
Apenas quero viver de verdades,
todas as verdades possíveis!
E que um dia,
tudo isso seja ponte pra certeza!

prevaleça.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009