domingo, 10 de maio de 2009


.




Não é
ignorar os
fatos...
Fingir esquecê-los.
Mas fazer a soma dos desagravos, greves e desapegos, uma força constante dentro de nós!
Nunca esqueça que nem sempre precisamos do que achamos ser essencial,
mas daquilo que já temos.. E é só uma questão de ouvir com outros olhos.

PS: Lugarzinho esquecido por um tempo esse aqui.
Tentando justificar a minha falta de tempo...e não o esquecimento!
Beijos coloridos aos viajantes que caem por aqui de vez enquando.

sexta-feira, 17 de abril de 2009



Recebi este texto que tem todas as palavras que quero (te)/(vos) dizer...

"Eu queria sair por aquela porta e conhecer alguém. Assim, sem precisar procurar no meio da multidão. Alguém comum, sem destaques evidentes, sem cavalos brancos ou dentes perfeitos. Alguém que soubesse se aproximar sem ser invasivo ou que não se esforçasse tanto para parecer interessante. Alguém com quem eu pudesse conversar sobre filosofia, literatura, música, política ou simplesmente sobre o meu dia. Alguém a quem eu não precisasse impressionar com discursos inteligentes ou com demonstrações de segurança e autoconfiança. Alguém que me enxergasse sem idealizações e que me achasse atraente ao acordar, de camisa amassada e sem maquiagem. Alguém que me levasse ao cinema e, depois de um filme sem graça, me roubasse boas gargalhadas. Alguém de quem eu não quisesse fugir quando a intimidade derrubasse nossas máscaras. Eu queria não precisar usá-las e ainda assim não perder o mistério ou o encanto dos primeiros dias. Alguém que segurasse minha mão e tocasse meu coração. Que não me prendesse, não me limitasse, não me mudasse. Alguém com quem eu pudesse aprender e ensinar sem vergonhas ou prepotências. Alguém que me roubasse um beijo no meio de uma briga e me tirasse a razão sem que isso me ameaçasse. Que me dissesse que eu canto mal e que eu falo demais e que risse das vezes em que eu fosse desastrada. Alguém que me olhasse nos olhos quando fala, sem me deixar intimidada. Que não depositasse em mim a responsabilidade exclusiva de fazê-lo feliz para com isso tentar isentar-se de culpa quando fracassasse. Alguém de quem eu não precisasse, mas com quem eu quisesse estar sem motivo certo. Alguém com qualidades e defeitos suportáveis. Que não fosse tão bonito e ainda assim eu não conseguisse olhar em outra direção. Alguém educado, mas sem frescuras; Engraçado e, ao mesmo tempo, levasse a vida a sério, mas não excessivamente. Alguém que me encontrasse até quando eu tento desesperadamente me esconder do mundo.

Eu queria sair por aquela porta e conhecer alguém imperfeito. Feito para mim. "


terça-feira, 10 de março de 2009

Notas de um observador:



"Existem milhões de insetos almáticos.
Alguns rastejam,
outros poucos correm.
A maioria prefere não se mexer.
Grandes e pequenos.
Redondos e triangulares,
de qualquer forma são todos quadrados.
Ovários, oriundos de variadas raízes radicais.
Ramificações da célula rainha.
Desprovidos de asas, não voam nem nadam.

Possuem vida, mas não sabem.
Duvidam do corpo, queimam seus filmes e suas floras.
Para eles, tudo é capaz de ser impossível.
Alimentam-se de nós, nossa paz e ciência.
Regurgitam assuntos e sintomas.

Avoam e bebericam sobre as fezes.
Descansam sobre a carniça, repousam-se no lodo, lactobacilos vomitados sonhando espermatozóides que não são.
Assim são
os insetos interiores.

A futilidade encarrega se de “mais tralos’.

São inóspitos, nocivos, poluentes.
Abusam da própria miséria intelectual,
das mazelas vizinhas,
do câncer e da raiva alheia.

O veneno se refugia no espelho do armário.
Antes do sono,
o beijo de boa noite.

Antes da insônia,
a benção.

Arriscam a partilha do tecido que nunca se dissipa: A família.
São soníferos, chagas sem curas.
Não reproduzem, são inférteis, infiéis, “infértebrados”.
Arrancam as cabeças de suas fêmeas,
Cortam os troncos,
Urinam nos rios
e
nas somas dos desagravos, greves e desapegos.
Esquecem-se de si.
Pontuam-se...
A cria que se crie, a dona que se dane.
Os insetos interiores proliferam-se assim:
Na morte e na merda.

Seus sintomas?
Um calor gélido e ansiado na boca do estômago.

Uma sensação de: o que é mesmo que se passa?

Um certo estado de humilhação conformada o que parece bem vindo e quisto.

É mais fácil aturar a tristeza generalizada,
que romper com as correntes de preguiça e mal dizer.

Silenciam-se no holocausto da subserviência
O organismo não se anima mais.
E assim, animais ou menos assim, Descompromissados com o próprio rumo.
Desprovidos de caráter e coragem,Desatentos ao próprio tesouro,caem....
Desacordam todos os dias,
não mensuram suas perdas e imposturas.
Não almejam, não alma, já não mais...
amor.
Assim são ...
os insetos interiores."

(Fernando Anitelli)


***************************************
Analogia perfeita...
com quem?
humanos! é, nós...
Aqueles que pensam...
que articulam... que tem o poder de gerar e acabar Vidas.

Acho incrível como o "mundo" está indo(desde que me entendo) por um caminho sujo...
onde os "espertos" obtem o auge... o tão sonhado Status.
Claro, que existem "insetos e insetos".
Logo...

Gente!!! cadê o ser HUMANO?
Onde se escondeu a nossa fé?

Onde está o coração-pulsante-errante-e-feliz
em meio a tantos
cérebros-pensantes-corretos-metódicos?

Eu AINDA digo e repito,
acredito que somos um tanto bem maiores e que
nada vale a pena,
se um pouco de nossa alma não estiver incluída no que fazemos.

Amem.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Coleciono promessas...

Vou juntando meus sonhos em latas.
Quero ter a imensidão em meus braços e mais ainda,
a felicidade em minhas mãos.
Viver de futuro... É isso que parece.
mas,
e se ele não chegar?
Se recusar a aceitar tantas juras ,planos e promessas, é uma opção dele.
Eu só espero que ele entenda que hoje,
agora,
minhas latas estão fechadas para balanço.

Ps: "solução é a solidão de nós"

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Sem sombra...

...de dúvidas,
essa sensação de "vácuo" é incrível...
A saudade tá viva!
Cheia de vida...
Latente ao ponto das lembranças serem os meus únicos pensamentos...
Meu único porto seguro!
Fico reamente pensando se todo esse sentimento, vale a pena...
"As pessoas são irreconhecíveis", disse um amigo.
Elas surpreendem .
Chego até dizer (neste caso) que não suporto surpresas!
Prefiro a previsibilidade do que o inusitado...
prefiro o beijo de boa noite e o bom dia aconchegante,
do que o "beijomeliga".
Receios são muitos,
diversos,
presentes...
Apenas quero viver de verdades,
todas as verdades possíveis!
E que um dia,
tudo isso seja ponte pra certeza!

prevaleça.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009